1. Introdução · versão 2.0.0
O que é o Manifesto
O Manifesto é a metodologia única de desenvolvimento, criada por Joseph Trupel, usada em todos os projetos. Ele existe para que qualquer pessoa — humano ou IA — construa software do mesmo jeito, com a mesma estrutura, a mesma stack e o mesmo fluxo de decisão.
Não é um guia de sugestões. É um caminho só. Onde o Manifesto define uma regra, ela vale; onde ele recomenda, há liberdade. A diferença entre regra e recomendação está sempre explícita.
Para que serve
- Padronizar a forma de planejar, decidir, executar e entregar.
- Preservar memória técnica: toda decisão sobre o código fica registrada e não se perde entre sessões.
- Acelerar com controle: a IA executa e orquestra, o humano revisa e decide o que importa.
AI First
O Manifesto assume que o desenvolvimento é conduzido por uma IA agente (Claude Code) operando sobre o repositório, com revisão humana. A IA é o executor central e também quem orquestra o trabalho: decide sozinha se ele pede uma ADR, acha ou cria a ADR, mantém a execução viva e, quando o projeto usa o Gestor, anda as tarefas. O humano define o que importa, revisa e aprova — sem precisar dizer “abre a tarefa tal” ou “abre a ADR tal” a cada passo.
Um método, duas peças
O Manifesto é escrito para ser usado com o Gestor (a ferramenta de gestão do jhow.net), e funciona inteiro sem ele. Cada peça guarda uma coisa, e cada fato tem um lugar só:
| Peça | Onde mora | O que guarda | Para quem |
|---|---|---|---|
| ADR | .specs/adr/ do repositório | O contexto do repositório e a execução viva: o problema, as opções, a decisão, o plano, os passos com a situação, as decisões do caminho e os relatórios | Para o agente ver o projeto (e qualquer pessoa daqui a um ano) |
| Gestor (recomendado) | O Gestor de Projetos | O controle: o que fazer, as tarefas, os prazos, os ciclos, as horas, a conversa com o cliente | Para o dono (e o agente) saber o que está fazendo e quando |
Tudo o que mexe no código é ADR — de um módulo inteiro a um bugfix de uma linha: uma pasta
numerada em .specs/adr/ com seis arquivos fixos (decisão executiva, recursos, plano, execução,
relatório técnico e relatório executivo). O que não mexe no código — um deploy, um roadmap, a
organização do trabalho — não é ADR: é uma tarefa no Gestor, se valer registrar. Um estudo só vira
ADR quando é complexo e vai ser reaproveitado no repositório.
Não há épicos, specs avulsas, decision logs paralelos ou fluxos alternativos. Há a ADR para o código e a tarefa para a organização. Ver Tarefa ou ADR e Quem faz o quê.
As três camadas de documentação
| Camada | Onde vive | O que é |
|---|---|---|
| Manifesto | manifesto/ | Esta metodologia. Universal; muda só na origem, por ADR, e é read-only nos projetos. |
| Padrões | manifesto/architecture/ | Guias técnicos universais (não específicos de um projeto). |
| Projeto | .specs/ do projeto | ADRs, stack própria, models — gerados durante o desenvolvimento. |
Origem e versão
A origem do Manifesto é o repositório jhowdev, de Joseph Trupel. É lá que ele muda, e só por
uma ADR, como qualquer outro trabalho. Cada mudança ganha uma versão (o arquivo VERSION, em
SemVer) e uma entrada no histórico.
Nos outros projetos, a pasta manifesto/ é uma cópia read-only: ninguém a edita ali. Para
receber a versão nova, o projeto roda pnpm manifesto:pull, revisa o diff e commita. Ver
Como usar em um projeto.